Mó | fisioterapia

11 3562-0991 | 3562-2291 | Whatsapp: 11 97458-0531

7757-SP CREFITO-3/50691-F

A importância dos músculos extensores do punho quando realizamos movimentos de fechar a mão

terça-feira, 12 de maio de 2015 - Por Donald A. Neumann et al. Kinesiology of Musculoskeletal

Quando seguramos um objeto ou fazemos muitos exercícios ou praticamos esporte que necessitem segurar forte alguma coisa. Dr. Carlos Roberto Mó mostra a importância do treinamento da musculatura extensora do punho (aquela que abre a mão), por que devemos trabalha - lá para conseguirmos ter melhor preensão ou até evitarmos epicondilites ou tendinites dos músculos do antebraço.

A principal função dos músculos extensores do pulso é posicionar e estabilizar o pulso para atividades envolvendo os dedos. De especial importância é a função dos músculos extensores do pulso em fechar a mão. Para demonstrar isto, feche rapidamente e abra a mão e observe a forte atividade sincrônica proveniente dos músculos extensores do punho. Os músculos flexores extrínsecos dos dedos (ficam no antebraço), isto é, os flexores profundo e superficial dos dedos, passam a uma distância palmar significativa do eixo medial-lateral de rotação do pulso (ver fig 1). Suas contrações como flexores primários dos dedos geram um torque de flexão significativo que deve ser equilibrado pelos músculos extensores. Quando um forte aperto é aplicado a um objeto, os músculos extensores do punho mantêm o punho em aproximadamente 35 graus de extensão e cerca de 5 graus de desvio ulnar. Esta posição otimiza a relação comprimento-tensão dos músculos flexores extrínsecos dos dedos, facilitando, portanto, força de pega máxima (ver fig 2).

Fig 1 – mostra a distância dos tendões Flexores do eixo latero lateral.

O músculo extensor mais ativo no punho durante o fechamento da mão é o extensor radial curto do carpo. À medida que a força de pega aumenta, o músculo extensor ulnar do carpo, seguido de perto pelo músculo extensor radial longo do carpo, se une ao músculo extensor curto ativado. Atividades que exigem pegas vigorosas repetitivas, como a ação de martelar, jogar tênis, escalar ou segurar um objeto, podem sobrecarregar os músculos extensores do punho, especialmente o extensor radial curto do carpo, altamente ativo. Uma condição conhecida como epicondilite lateral, ou “cotovelo de tenista”, decorre do estresse e da inflamação resultante da fixação proximal dos músculos extensores do punho. A força de pega é reduzida significativamente quando o punho está completamente fletido. A diminuição da força de pega é produzida por uma combinação de dois fatores. Primeiramente, antes de tudo, os músculos flexores dos dedos não são capazes de gerar força adequada, porque estão funcionando em um comprimento extremamente curto (relaxado) na sua curva comprimento-tensão. Segundo, os músculos extensores digitais muito estendidos, especialmente o músculo extensor dos dedos, geram um torque extensor passivo nos dedos, que reduz mais a força de pega ativa. Esta combinação de eventos fisiológicos explica porque uma pessoa com os músculos extensores do punho paralisados têm dificuldade de gerar uma pega eficaz, embora os músculos flexores dos dedos permaneçam completamente inervados. Tentativas de produzir uma pega de esforço máximo quando os músculos extensores do punho estão paralisados resultam em uma postura de flexão dos dedos com flexão do punho. Estabilizar o punho em uma extensão maior permite aos músculos flexores dos dedos quase triplicar sua força de pega. Evitar ortopédica ou manualmente a flexão do punho mantém os músculos flexores extrínsecos dos dedos em um comprimento alongado mais condutivo para produção de forças maiores.

Fig. 2 mostra o músculo extensor radial curto do carpo mantendo a melhor posição para preensão de um objeto.

Isso demontra uma maior importância do treinamento dos muscuos extensores do punho , na execução das tarefar de preenção da mão.

« Voltar